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Desabafos Mudos

Desabafos Mudos

21/05/16

do que vou ter saudades em Santarém

O sossego, de andar na rua sem ter medo fosse dia ou noite. Andava até se fosse com a mala do portátil ou da minha canon á vontade, a pé, de um lado para o outro.

De ter os correios á porta de casa, de demorar vinte minutos do IEFP, na segurança social, finanças ou até mesmo a tratar do cartão de cidadão. Dos supermercados não cheios de gente como os daqui.

Do verdadeiro calor, de comer amendoins na varanda ás duas da manhã e estar de t-shirt e calções. De estar a 15 minutos dos campos, das aldeias, para onde fugíamos e passeávamos. As lezírias, que dão vontade de fotografar todos os dias apesar de estar tudo igual, todos os dias.

 

Muito sinceramente, de Lisboa, só sentia falta da proximidade ás praias, dos transportes para todo o lado, do Colombo, Fórum e Cascaishopping. Não tinha Zara lá para cima, nem Bershka de homens! E os autocarros era quase de hora a hora.

 

Mas quando tem que ser, tem que ser. Eu vou regressar a Lisboa, ele vai mudar-se comigo.

06/04/15

tenho saudades

Muitas saudades. Mas mesmo muitas. Este assunto já está mais que falado aqui. Mas não me impede de ter saudades. De me arrepender ao mesmo tempo que não me arrependo. É confuso. Só sei que tenho muitas, mas mesmo muitas saudades dela e me arrependo por ter sido a única a quem não dei uma segunda oportunidade, a melhor pessoa que tinha na minha vida. Sabe-se lá porquê

15/11/14

dos miminhos para o Natal

É que daqui vai ser miminhos mesmo, coisas feitas por mim ou que sejam necessárias. Para a minha mãe vou fazer um dossier todo arranjadinho, já com as receitas que todos os santos anos andamos à procura para fazer no Natal (maldito bolo de ananás que quase fica só para decoração). Para o namorado é um daqueles livros para totós de inglês. O meu pai não fazia ideia até à pouco ter falado com ele ao telemóvel.

 

Sou daquelas pessoas que gosta de dar algo simples, mas com significado. Como à dois anos a minha tia me deu uma caixa de bolachas mas aquilo com que delirei foi com um saquinho de feijões (andava eu na fase de 'apetece-me ter uma mini horta em casa') com uma mensagem na consequência de termos ido ver o filme do gatos das botas ao cinema à uns meses e termos estado na brincadeira sobre os ovos de ouro... e ela lembrou-se.

 

Estava eu a dizer que gosto de dar coisas ora feitas por mim, úteis ou com significado. E do quê que me lembrei de dar ao meu pai? Um mealheiro. E vai ser um todo bonito! Porquê? Porque ele é angolano. Tem cá a maior parte da família, mas há um irmão que já não vê à muitos, muitos anos, que está em Angola. Eles vão falando por telefone de vez enquando e o meu tio do outro lado fica todo emocionado. O meu pai fica cheio de saudades. Tem saudades e muito orgulho de onde vem. Quando nos juntamos em aniversários, almoços e afins é só ouvi-lo falar de quando fizeram isto ou aquilo, e quando foram não sei onde e de que aquela zona agora está assim e assado (isto fala com um tio meu que lá vai de vez enquando). Então eu pensei, porque não um mealheiro para isso?

Temos que começar por algum lado :) entretanto vou andar informada sobre preços, datas e promoções. Para estar atenta.

25/09/14

da TPM e a aula de DG

Não se faz. Ninguém pode pôr uma pessoa sensível de TPM a escolher uma imagem que nos faça sentir algo para depois falar sobre ela. Mais um bocado e estava a chorar no meio da sala com saudades das princesas com quem tinha estado à dois dias!

 

A imagem que escolhi era de uma jovem a ler um livro a uma pequena com cerca de quatro anos, as duas deitadas e entretidas. Lá estava eu a falar dos meus primos, de como sou a mais velha e só recentemente surgiram meninas e como estou babada a vê-las crescer. Depois conheci os primos no Brasil, e as que são da minha idade e como adorei... se adorei.

 

Uma das coisas mais importantes da minha vida são mesmo os meus primos. Provavelmente porque vi todos a crescer, os cá de Portugal.

08/08/14

as saudades

Têem-me perguntado se tenho saudades de Portugal, da família lá e do namorado. E eu tenho dito que sim meia coisa. Não é que não tenha saudades, mas também não estou a morrer delas. Simplesmente não penso nisso, não penso nelas. Porque eu estou o ano todo em Portugal. E vim cá pela primeira vez, uma experiência nova e curta. Então tenho aproveitado ao máximo a minha estadia e a boa companhia, uma vez que não sei quando é que vou poder voltar cá.

A única coisa em que penso é que quando me for embora, vou morrer de saudades dos de cá.

29/07/14

do Brasil - (in)segurança

Enquanto estive em casa do meu tio, senti-me sempre insegura. Pela forma como falava, como falava dos outros, do bairro, do Brasil. Ontem vim para casa da minha tia, estou com as minhas primas e hoje já fomos dar uma grande volta. Gravei um vídeo e tirei algumas fotografias. Vi polícias a vigiar em tudo quanto é lado. E mesmo quando não via, sentia-me segura.

 

Não é assim tão mau. Só estou cansada de dormir sozinha. Tenho muitas saudades dele.


Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.

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Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.
Curiosa na multimédia, gosta de fotografia, apaixonada por gatos e já foi viciada em escrita.