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Desabafos Mudos

Desabafos Mudos

10/03/15

a minha mãe diz que saio ao meu pai

Vocês já sabem que neste momento tenho um trabalho fotográfico que inclui fotografias para quadros. Então estava eu à duas semanas em Lisboa em casa dos meus pais quando me surgiu e disse: "Epah, sabes no que penso às vezes? Imagina que o hotel se aguenta e daqui a cem anos estão as minhas fotos pelas paredes em quadros e as pessoas vêm e dizem 'wow, esta foi tirada onde?' ou 'quem é que tirou estas fotografias?', era brutal!". Ao que o meu namorado responde que estou sempre a pensar muito à frente e a minha mãe diz que sou mesmo igual ao meu pai, mas que isto é uma coisa boa. Ser positiva.


Que houve uma altura em que para os meus pais as coisas também estavam apertadas por qualquer coisa que aconteceu (que eu já não me recordo para variar) e que ele, calmo, lhe disse que sempre que se fecha uma porta ou vai abrir. E não é uns dias depois as coisas melhoraram bastante?

 

Há alturas em que aqui andamos apertados, apertadinhos, e de um momento para o outro surgem oportunidades assim puff quase do ar. Tudo ao mesmo tempo. E eu não consigo deixar de imaginar isso. Os quadros com fotografias da região e as pessoas a olharem e a compararem com a futura actualidade que vai ser daqui a 100 anos.

15/11/14

dos miminhos para o Natal

É que daqui vai ser miminhos mesmo, coisas feitas por mim ou que sejam necessárias. Para a minha mãe vou fazer um dossier todo arranjadinho, já com as receitas que todos os santos anos andamos à procura para fazer no Natal (maldito bolo de ananás que quase fica só para decoração). Para o namorado é um daqueles livros para totós de inglês. O meu pai não fazia ideia até à pouco ter falado com ele ao telemóvel.

 

Sou daquelas pessoas que gosta de dar algo simples, mas com significado. Como à dois anos a minha tia me deu uma caixa de bolachas mas aquilo com que delirei foi com um saquinho de feijões (andava eu na fase de 'apetece-me ter uma mini horta em casa') com uma mensagem na consequência de termos ido ver o filme do gatos das botas ao cinema à uns meses e termos estado na brincadeira sobre os ovos de ouro... e ela lembrou-se.

 

Estava eu a dizer que gosto de dar coisas ora feitas por mim, úteis ou com significado. E do quê que me lembrei de dar ao meu pai? Um mealheiro. E vai ser um todo bonito! Porquê? Porque ele é angolano. Tem cá a maior parte da família, mas há um irmão que já não vê à muitos, muitos anos, que está em Angola. Eles vão falando por telefone de vez enquando e o meu tio do outro lado fica todo emocionado. O meu pai fica cheio de saudades. Tem saudades e muito orgulho de onde vem. Quando nos juntamos em aniversários, almoços e afins é só ouvi-lo falar de quando fizeram isto ou aquilo, e quando foram não sei onde e de que aquela zona agora está assim e assado (isto fala com um tio meu que lá vai de vez enquando). Então eu pensei, porque não um mealheiro para isso?

Temos que começar por algum lado :) entretanto vou andar informada sobre preços, datas e promoções. Para estar atenta.

26/11/13

coisas de História

Lembro-me de estar por aí no 7º/8º ano, a ouvir aquela parte da matéria em que as pessoas trabalhavam 16 horas por dias, ou até mais, e passar a aula toda a pensar no meu pai. Fazia-me comichão. Porque o meu pai trabalhava na altura, e até à uns meses, 16 horas por dia, a semana inteira. Sem folgas. Actualmente trabalha 13. Com as mesmas folgas e, ainda, com direito a dois salários em atraso, sem subsídios.

 

Pelo menos está a fazer o que gosta. Mas até mesmo ele, um dia tem que ceder. E esse dia aproxima-se...


Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.

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Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.
Curiosa na multimédia, gosta de fotografia, apaixonada por gatos e já foi viciada em escrita.