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Desabafos Mudos

Desabafos Mudos

27/08/19

Quando a gata foi operada

Não vos cheguei a contar daquela vez que a nossa gata foi operada. Só me apercebi disso agora, quando vim procurar e tentar lembrar-me de quanto pagámos. 

Porque hoje quando cheguei e ela se rebolou no chão a dar as boas vindas e para receber festinhas, senti na barriga dela um mamilo mais saliente... 

E quando olhei bem só pensei no que passámos em 2017... e na possibilidade de se voltar a repetir. 

 

Só me lembro do que passamos as duas.

Ele trabalhava 8h, passa a maior parte do tempo fora de casa. Eu trabalhava 5h a noite. 

Ela foi operada a dois tumores, um nas costas e um numa mama. Não foi fácil. Pensamos que fosse mais fácil como nós disseram, só uma recuperação em vez de duas. Mas foi horrível. Imaginem ser operados ao peito e as costas... como é que vão dormir? Não foi fácil...

Ela não percebia, só se lembrava quando queria coçar-se de repente, dava um grito e bloqueava. Ficava sem reação, como que a tentar perceber o que se passava.

Tinha que tomar comprimidos para as dores durante 2 dias, se recordo, mas já não sei de quanto em quanto tempo. Antibiótico foram 7 dias duas vezes por dia penso. 

Ela não tinha vontade de comer e precisava de comer para lhe dar os comprimidos... Cheguei a grelhar frango para lhe dar um bocado desfiado, atum para gato, atum do nosso... tudo valia desde que ela comesse.

Ela odiava os comprimidos, tinha sempre que forçar. O pior foi ao 3° ou 4°, quando ela descobriu que só tomava os comprimidos depois de comer. Deixou de comer, até o atum.

Na altura, ainda conseguíamos tomar conta dela quase 24h, ele estava em casa ou a chegar quando eu saia para trabalhar as 23h30.

Mas actualmente não vai ser possível.

Vamos tentar que seja operada perto da mesma altura que eu vou ser. 

Ou vamos ter que jogar com as folgas para ficar com ela o máximo de dias que conseguirmos após a cirurgia.

Até pode soar estúpido, mas é isso ou ela fica confinada ao corredor, sem janelas ou com uma luz artificial de presença, que é a única forma de garantir que não vai saltar para onde não deve.

Sim, dói-me no coração como se fosse uma pessoa, uma criança. Dói mais porque ela não percebe o que se passa.

 

Custou quando íamos a caminho do veterinário e ela pôs a pata através das grades da transportadora e pousou na minha mão como se estivesse a segurar-me, a pedir para não a deixarmos.

 

E este ano, pelos vistos a história vai repetir-se... Mas nós não vamos deixar a nossa gata linda ❤️ e desta vez, a ser preciso, só vai ser operada num lado portanto vai custar menos. 

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Sobre mim

Picoult, 26 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.
Curiosa na multimédia, gosta de fotografia, apaixonada por gatos e já foi viciada em escrita.