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Desabafos Mudos

Desabafos Mudos

17
Nov23

Menopausa ou idade?

Não sei a quem atribuir a culpa: Se à menopausa ou à idade.

Talvez seja um pouco de ambas. Agora nos meus 30 a ver os mais jovens da família, na sua adolescência, passar pelas lutas interiores que eu passei, custa-me um bocado. Então tenho tentado fazer o que não fizeram comigo. Faço os possíveis para demonstrar que podem contar comigo. Apareço do nada, escrevo postais, quando vejo que estão em baixo e tenho alguma ideia do que estará por detrás disso, partilho a minha experiência e espero que partilhem a deles. Senão partilharem, está tudo bem. Porque vejo nos olhos deles que saberem o que eu passei, como dei a volta e como sou, naquele momento é suficiente. 


Porque na cabeça destes seres pequeninos (para mim, porque já estão entre os 13 e 17 anos), nós já nascemos crescidos e com esta sabedoria. Nunca passámos pelo que eles passaram nem temos como compreender.

Quero que saibam que não e que, no que conseguir, estarei sempre aqui.

 

O problema é que, quando escrevo esses postais de aniversário, eles têm alguma dificuldade em compreender a minha letra... Acabo a ser eu a ler. E acabo sempre a dar tudo de mim para não começar a chorar. Algo que não consegui evitar quando foi o meu sobrinho porque, lá está, vejo ali um menino de 13 anos que já viu e passou por coisas que não deveriam ter sido como foram e tem lidado de uma forma espetacular. Com ajuda, mas também muito sozinho. 

Menopausa ou idade? Uma delas transformou-me numa pessoa a quem lhe dá para chorar as coisas mais estúpidas e lindas, ou apenas sensíveis.

07
Nov23

Wednesday no trabalho, Enid cá fora

Passei de uma "miúda nova" sorridente, com ar de inocente para uma poker face. Passei a dizer mais vezes "hoje não devo conseguir" e ao não conseguir, não fui mais além das, mesmo assim, 9h de trabalho. Digo que não mais vezes, e cada vez mais há trabalho que fica por fazer. E não, nem chegou a ser de propósito.

O que queria dizer é que já vejo frutos. Comecei ontem, e hoje já ouvi foram à procura de saber como se inicia o processo de recrutamento.


A partir de agora é: pão pão, queijo queijo. Amigos amigos, negócios á parte. Não há sorrisos, se isso é o necessário para ser levada a sério. Parece que, enquanto uma pessoa parece estar bem disposta, ela é capaz de tudo e deve ter pouco para fazer. Então agora sou a Wednesday lá do sítio.

03
Nov23

Inscrevi-me novamente no ginásio.

Novamente sim, eu saí no final/inicio de 2021 quando andava com umas dores horríveis na anca que ás vezes chegavam á virilha. Tinha dias que não conseguia calçar as meias, quanto mais sentar-me e se me desse a conduzir então era bonito... Uma TAC e uma RM depois, fui diagnosticada com uma sacroileíte bilateral. A coisa só melhorou cerca de 6 meses depois de desistir do ginásio e de parar de fazer grandes esforços.

Há um par de meses que (mas reparem que estamos em 2023) não preciso de tomar o comprimido super forte em SOS. Reparem ainda que a sacroileíte é uma doença autoimune pelo que, provavelmente voltarei a ter o mesmo problema. Mas vamos com calma, com jeitinho, que eu acho que eu e ela já nos entendemos e acho que sei como não a provocar muito.


Portanto, vamos lá encher novamente este presunto!

01
Nov23

Um resumo da ida ao centro de saúde

1 - A minha médica não foi trabalhar por motivos pessoais. Só me propuseram aconsulta com outro médico depois de eu solicitar o livro de reclamações, embora isto tivesse sido com o intuito já de reclamar do comportamento que uma recepcionista teve ontem comigo e nem era ela que me estava a atender.
 
 2 - Escrevi a reclamação sobre a senhora de ontem, que hoje estava lá novamente, e novamente ela a meter-se. Assim que pedi o livro e, ao responder ao porquê de querer apresentar uma reclamação, a senhora meteu-se a dizer que devia ser sobre ela. Respondi, a quem me estava a atender, que era por causa de um atendimento sim,  mas que não era sobre o atendimento de quem me estava a atender naquele momento e que, por coincidência, foi quem atendeu ontem também. A outra senhora vira-se "Também não é sobre o meu porque não a atendi". E eu respondi: Mas a carapuça serviu...? "Não, não serviu. Estou apenas a dizer que não a atendi", mas continua a intrometer-se 🙃 "Isto já é pessoal.... com esta gente é sempre a mesma coisa.", esta gente aquilo, esta gente o outro. E eu calada a ser atendida, a senhora sempre a atirar postas de pescada.
 
3 - O médico mostrou-me que muito provavelmente só vai haver mudança quando eu bater o pé a sério. Por outras palavras, não posso ser tão altruísta e chega de fazer mais de 8h por dia e mais do que é necessário. Perguntou-me se queria uma semana para por as ideias no sítio e eu disse-lhe que estou de férias portanto não preciso. Que só fui lá para saber das opções que tinha. Ele marcou-me uma consulta com a minha médica de família para o final do mês, para ver o ponto de situação. Mas, no final de contas, por mais que eu goste do trabalho e seja bem remunerado, se for para andar assim mais vale mudar.
 
 
A reclamação foi no fundo uma sugestão em como deveriam apostar na formação de algumas recepcionistas e na forma como se comunicam com as pessoas antes de as colocarem a trabalhar com o público. O comportamento/atitude da senhora Xpto não foi de todo aceitável para uma "profissional". Foi tudo menos profissional e nem era a senhora que me estava a atender. Intrometeu-se e foi rude.
 

Descrevi também as postas que foi atirando e terminei a escrever, conforme disse à colega dela, "Não é o que dizem, mas a forma como dizem. Contratem profissionais ou apostem na formação das pessoas."
 
Á colega eu acrescentei, e a outra senhora sempre ao lado certamente a ouvir, que eu compreendo que estivessem a fazer os possíveis e provavelmente teria aceite o que a outra senhora disse. Não naquele tom, não com aquela postura.
A Xpto continuava na dela, "Reclamações pessoais não dão em nada." e "Mais um dia verde... mais um dia verde".
 
Já no hospital Dr. Fernando Fonseca há recepcionistas que são uma vergonha. A juntar às informações dispares que dão, uma pessoa que já anda assustada e perdida, doente fisica ou mentalmente, fica pior. Se comigo falam assim, e sou jovem, imaginem um idoso... conforme já vi. Passei a deixar reclamações por mim e pelos outros.
 

20
Out23

Um dia de cada vez

É o que tenho respondido, quando me perguntam pelo escritório ou pelo teams se "Está tudo bem?" ou "Como estás?".

Depois de expor a situação ao meu manager temporário e ver que nada mudava e agia como se estivesse tudo ok e eu não estivesse à beira de um esgotamento... passei a ser honesta. "Um dia de cada vez, estou estoirada, de rastos, toda taralhoca, prometo que não costumo ser assim" e ainda tento um sorriso cansado para ganhar a confiança daquele colaborador que vai fazer parte da equipa a quem dou suporte. Mas até eles veem, nas primeiras horas comigo do primeiro dia deles, que a forma como o meu telemóvel toca constantemente, como as pessoas me procuram a pedir ajuda, como o teams buzina e os emails caem, não é normal.

E veem a minha cara cansada porque já não o consigo esconder. Cada vez mais tenho optado por dize-lo em voz alta, para que toda a gente saiba e na esperança que assim haja pressão para algo mudar. Mas não vejo a luz ao fundo do túnel...

 

Até ao momento ainda só equacionei pedir baixa porque, honestamente de certeza que já estive mais longe de um esgotamento. E pode ser que seja isso que precisem para agir. Não equacionei procurar outro trabalho semelhante porque dificilmente encontraria algo do género que é algo que adoro e, especialmente, com os valores que recebo.

Mas verdade seja dita, o dinheiro não compra a saúde, e tomar calmantes para conseguir funcionar sem chorar de stresse no trabalho devido à carga e urgência, não é vida...

 

Vou deixar de ser sorrisos e alegre, passar a ser séria e inflexível para ver se algo muda. Vou aprender a responder "Não, não está tudo bem mas já dei conhecimento a quem de direito...".

Vou dar-lhes até Dezembro para mudarem a forma como me estão a tratar, se aguentar sã até lá... e depois logo vemos o que fazemos.

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