Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Desabafos Mudos

Desabafos Mudos

14/08/19

Fiz pazes com a celulite

Estive quase a escrever um post sobre como de repente me deu aquela vontade de me inscrever no ginásio.

Sabem aquela piada de "Quando tenho vontade de limpar a casa, sento-me e espero que vá embora?". Foi o que eu fiz, para ter a certeza que não ia atirar uma mensalidade (+ inscrição + seguro) para o lixo e só ir dois dias.

Portanto ao fim de duas semanas lá fui tratar de tudo e inscrevi-me num.

E porquê que o post com o título, 'fiz pazes com a celulite' começa a falar em ginásio? Vocês vão descobrir.

 

Acreditem ou não, a minha principal motivação surgiu depois de uma aula de zumba. Eu vi estrelinhas a meio de aula e pensei que ia cair no chão sem ver nada à frente. A minha resistência é 0 actualmente. Uma vez corri para apanhar o comboio e um senhor perguntou-me se estava bem parecia que estava a ter um ataque de asma (?) enquanto tentava controlar a respiração. Literalmente só tinha corrido 2 minutos.

 

Adiante, depois dos dois primeiros dias sentia-me poderosa, a imaginar-me toda tonificada e sem celulite daqui a um ano. Até que começo a ver senhoras e jovens todas fit que sabem o que estão a fazer, com o quê? Celulite.

Primeiro senti derrota .

 

Bem, eu já sabia que exercício físico não a faz desaparecer. Só um bocadinho, atenua ali a coisa vá...

Mas ok, eu consigo viver com isso. Porque nada me impede de tonificar as pernas e manter-me no peso ideal. Porque o peso infelizmente não se mantém sozinho e eu não sou gaja de comer saladas ao almoço e/ou jantar.

E além disso, mesmo que não desapareça por completo, vou tonificar o corpo. Vou mostrar quem é que manda e voltar a meter tudo no sítio e vou voltar a ser capaz de correr durante 10 minutos seguidos sem sentir dor de burro ou enfartar no chão.

 

Sabendo que ela não deve ir a lado nenhum tão cedo, acabei por aceitá-la. Não vou continuar a sentir-me mal quando visto calções para ir a uma aula de Zumba. Ninguém quer saber! Nem no ginásio, nem na rua. 

Estou a gostar, sabe bem saber que pelos menos estas coxas não vão piorar. Vai saber ainda melhor quando começar a ver os resultados e o corpo a ficar tonificado. Sinto-me melhor com o meu corpo desde que lá entrei por ver tantas mulheres à vontade com o delas.

 

09/08/19

O preço (ridículo) das casas

Sempre que estou a fazer contas à vida lembro-me do absurdo o preço das casas para venda e mesmo arrendamento estão a chegar.

Não percebo como é possível haver casas para arrendar com rendas de 650€ neste país.

E não são casas para arrendar em Lisboa ou Cascais, porque senão uma pessoa ainda podia tentar compreender.

 

Pergunto-me como é que um jovem casal, ambos a receber o salário mínimo, conseguem pagar a renda e o restante? Se calhar dá, não fiz as contas. Mas deve ser à rasca.

Conseguem estar à vontade e comer fora 1 ou 2 vezes? Conseguem sequer colocar dinheiro de parte para alguma situação que surja?

 

Muito sinceramente, se fosse hoje o dia em que começasse à procura de casa para mim e para ele acho que ainda estávamos com os meus pais e muito dificilmente conseguiriamos sair.

 

E para comprar? Pior ainda.

08/08/19

Saudades do meu blog

Já escrevi tanto, mas tanto neste blog. Nos últimos dois anos parece que escrevo meia dúzia de posts de 6 em 6 meses.

Ultimamente tenho sentido saudades, sobretudo porque a minha parte preferida é exatamente ler o que escrevi para trás e lembrar-me de situações de que já não me lembrava por completo. E a escrever com a frequência que tenho escrito fica muita coisa perdida pelo meio.

Ontem entrei aqui e vi o destaque deste post e WOW. Preciso mesmo de voltar, preciso de voltar a espetar com coisas aqui e partilhar experiências.


A vida tem-me feito muito esquecida e há coisas que eu quero lembrar como se tivesse sido ontem. Preciso de voltar ao meu blog.
Preciso de recordar, partilhar, de me inspirar.

07/08/19

Biópsia à mama

Escrevi este post em Março e nunca o trouxe ao mundo. 

 

Decidi deixar aqui a minha experiência da biópsia à mama porque não encontrei muita coisa na bela internet, pelo menos em português no que diz respeito ao pós-biópsia. E já explico mais a frente porquê. 

Eu fui para lá a pensar que era fácil, tranquilo. Eles só vão, com uma agulha normal, fina, tirar um bocado do interior do que tenho no peito esquerdo e vou à minha vida. Bem já me tinha avisado uma tia que provavelmente não ia conseguir trabalhar naquele dia e que me iam fazer um corte, bla, bla bla. "Sim tia, sim", despachei com um pensamento positivo.

Depois de a mama ter sido espremida e apertada, esmagada, por uma estagiária que sorriu quando me queixei de dor e disse que era porque o nódulo estava meio escondido que tinha que fazer mais força... ESCONDIDO? Qualquer pessoa que me toque no raio no mamilo sente aquela porcaria! Veio então a doutora ver o que se passava. Decidiu então que era melhor fazer a biópsia para termos a certeza do que era.

 

Deitei-me me um bocado mais de lado, braço sempre para cima. Desenharam uma linha onde iam cortar. Sim, cortar . Desinfetaram com betadine e tentaram injetar a anestesia para aí uma quatro ou cinco vezes, picaram três, andavam com a agulhar à volta, à volta... "Não entra! A mama é rija", obrigada  avisem quando conseguirem. Assim que anestesiou a dita, virou-se e voltou a olhar com uma lâmina a ir direitinha à mama. "Já está anestesiada?!", paniquei. Ela parou um bocado incrédula para mim, pessoa a duvidar das capacidades da especialista radiologista. "Sim", disse calmamente e continuou o que estava a fazer.

Depois vi a grossura da agulha que ia ser usada para retirar 3 (sim, TRÊS), bocados de tecido do nódulo. Foram 3 disparos. E primeiro que ela conseguisse posicionar a agulha para acertar no sítio, porque a mama é nova (mais rija)... nossa senhora. Suei, apesar de não estar a doer. Era a agulha de um lado e a sonda do outro. Não estava à espera.

 

Quando terminaram, estancaram, puseram pontos adesivos e um penso. Os cuidados que me foram transmitidos foram:

  • Fazer gelo de duas em duas horas;
  • Não passar gel de banho ou o chuveiro directamente no penso, apesar de ser à prova de água não abusar;
  • Não fazer esforços com o braço do lado da mama, no caso era o esquerdo, nas 24h seguintes (sacos, mochilas, levantar, movimentos repentinos e repetitivos, conduzir, etc);
  • Não usar soutien foi uma sugestão (a minha tia sugeriu comprar desportivos, como tenho peito pequeno andei sem soutien durante 1 semana);
  • Podia tomar benuron se sentisse dores.

 

Penso que foi só. Podia ir trabalhar, uma vez que trabalho num CC à frente do monitor, mesmo que não conseguisse fazer gelo... Eles não me deram o dia, por nada. Na minha opinião pelo menos esse dia eles deviam justificar. Não podia conduzir mas podia andar de transportes? E a CP é tão maravilhosa, sempre a abarrotar. 

 

Acabei por faltar o dia. A caminho de casa, quando a anestesia começou a passar sentia o mamilo e tudo à volta queimar conforme a camisola roçava e os solavancos do carro (fui com o meu namorado) começou a doer. Tomei um benuron e assim que comprei um saco pequeno de ervilhas congeladas pus por cima da camisola e soube tão bem...

 

Deitei-me e fiz gelo durante o resto do dia em que estive em casa. No dia a seguir fui trabalhar, já não fiz gelo. A mama não inchou, estava bonita, normal. No final do dia a seguir à biópsia começou a ficar amarelado a zona onde a agulha passou até chegar ao nódulo. 72h depois achei que já podia conduzir, com direção assistida mas não. Não me doeu, mas coincidência ou não, começou a ficar roxo, amarelo, esverdeado, tudo junto! 

 

A nódoa negra demorou 1 mês a começar a desaparecer...

 

Não conduzam. Muito sinceramente acho que fiquei marcada por ter conduzido. Se soubesse teria evitado nos primeiros 5 dias.

 

A minha intenção quando comecei a escrever o post foi para sobretudo tentar tranquilizar a quem, como eu, estiver a desesperar porque parece que a nódoa negra não desaparece ou que piora todos os dias.

Eu diria que é normal, pode ser normal, mas!... Como tudo no que diz respeito a saúde cada caso é um caso e se sentires necessidade de ir às urgências vai.

 

Eu não encontrei troca experiências sobre isto em português e fiquei muito preocupada com a nódoa negra, só quando procurei em inglês é que encontrei.

Por isso senti a necessidade de deixar aqui a minha experiência.

 

PS: Depois da biópsia só consigo pensar na recuperação pós-cirurgia para tirar isto...

Vai ser mais uns três meses a dormir de barriga para cima. 

06/08/19

Maridos preocupados

Se eu recebesse 1€ por cada vez que oiço um homem reclamar porque "a minha mulher não tem idade para estar constantemente a descongelar o frígorifico e a limpar a água que caí no chão" ou "a roupa está a acumular e a minha mulher precisa do ferro para passar a roupa"...

Ficava rica.

 

04/08/19

Renault Clio 01 de 16v

Decidi vir desabafar sobre uma situação recorrente no meu belo Renault e a experiênia que tenho tido com ele nos últimos 5 meses.

 

Comprei em Março deste ano e correu tudo bem durante cerca de dois meses (? tirando a parte que fomos enganados e veio com a junta da cabeça queimada, suspensão toda lixada assim como a transmissão, mas adiante...) até que o carro um belo dia decide não pegar.

Rodo a chave e nada. Tinha dias que fazia o barulho como se estivesse a pegar e morria. Vocês não têm a noção da luta que foi até descobrir as manhas dele... Estava a dar em doida, sobretudo porque nós temos muito azar com os carros em termos de avarias.

Nem sempre acontecia, ficava dias sem acontecer ou quando acontecia após alguma insistência ele pegava. Chegámos a trocar a bateria, mas continua igual. Desespero... 100€ para nada.

 

É o motor de arranque? O imobilizador ? As chaves? A ignição?

 

Eu NÃO QUERIA/QUERO gastar mais dinheiro no raio do carro!

Pesquisei, pesquisei, em português e em inglês. Descobri que é uma cena destes modelos. Descobri que há uma luz no painel, um círculo vermelho no qual nunca reparei!

Quando rodo a chave e as luzes do painel se acendem e ela está a piscar já sei que o carro não vai pegar nem que a vaca tussa.

Mas é só naquele momento. Dali a cinco minutos pode dar, como dali a 20 ou 50 minutos. Pode demorar a noite toda. Sim, tem muita personalidade e eu que diga.

Esta é a maldita luz, deixo uma fotografia que encontrei por aí no google de alguém que certamente estava tão desesperado como eu:

 


E agora, truques para ultrapassar esta situação sem ter que gastar 150€ numa chave na Renault ou em sei lá mais o quê?

Tenho duas chaves. Uma delas ativa o imobilizador (ou lá que é) 98% das vezes. 

O que faço é, por essa chave (que é a minha preferia por ser a única que tem o fecho central a funcionar...), rodo até acender as luzes do painel e vejo se a luz está fixa ou a piscar. Se estiver fixa, o carro pega. Se estiver a piscar, retiro sem tentar pegar senão lixo tudo. E experimento a segunda, que 99.9% das vezes funciona e vejo a luz fixa

 

Descobri à pouco tempo com um colega que também recentemente comprou um Renault e começou a passar pelo mesmo que eu, mas que só tem uma chave... que trancar e destrancar o carro 2/3 vezes com a chave, desbloqueia este problema e a luz fica fixa, o carro pega.

 

Já vi pessoas dizerem que substituir o motor de arranque resolveu, ou simplesmente limpar as ligações ao motor de arranque. Também já vi que mudar a ignição resolveu, o imobilizador também... Cada caso é um caso e infelizmente qualquer uma destas partes pode estar a provocar este problema.

 

Para já - respira fundo... - aprendi a viver com isto e a dar a volta. Mas também não tive outro remédio. Com muita calma experimento a chave, acendo o painel, observo a luz e experimento a outra chave ou tento trancar e destrancar o carro para a primeira pegar.

28/02/19

Sobre andar à procura de carro

Se não aprendes o que tens que ver para não seres enganado ou não tens um mecânico contigo, estás tramado. Foi o que aprendi nesta última semana depois de me tentarem vender dois carros "impecáveis" com valores entre 1000€/1200€, que tinham a junta da cabeça gripada e já misturavam água com óleo. Aprendi a vê-los mexer no carro e a verem se estava tudo ok e interessei-me um bocado pela coisa.

Vendam para peças, não enganem as pessoas sff. Farta de andar a pé estou eu.

24/10/18

A viagem de elevador

Porquê que tem que ser sempre tão awkward ir no elevador com os vizinhos? Há aqueles que aceleram o passo para quem, como não quer a coisa, entrar primeiro e fechar a porta como se tu é que fosses muito lento e não foste a tempo. Depois também há aqueles que olham como quem diz, "posso?" e eu digo "força" com um sorriso e entramos os dois. Isto quando eles não perguntam realmente se podem, em voz alta e com um sorriso meio atrapalhado e eu respondo "Acho que cabemos os dois" 

Qual é a cena com os elevadores que eu ainda não percebi? Há quem prefira ir pelas escadas com sacos!

21/10/18

Reclamações

Garanto-vos que não vale a pena fazer reclamações atrás de reclamações para, das duas uma:

  • Terem a resposta mais depressa, não vão ter. Nem sempre depende só do gestor que vos está a atender, há outras entidades envolvidas. Temos pena se vocês enquanto clientes são alheios. Se forem a tribunal também têm que esperar pela decisão certo? É igual. Temos que aferir responsabilidades.
  • Mudar a decisão que foi comunicada, não vai mudar quase de certeza. Só em 2% (senão 1%) dos casos muda. Há quem diga, "os clientes não reclamam porque gostam"... gostam, sim. Ai se gostam. Ou então gostam de fazer-se de burros.

 

No fundo a única coisa que vão conseguir é massacrar uma pobre alma que recebe o salário mínimo e que não pode fazer mais nada senão levar com vocês durante 20/30 minutos.

 

Nota: Sendo eu uma dessas pobres almas, só acho aceitável as consecutivas reclamações sobre o reembolso enquanto não vos disserem ou receberem uma confirmação em como já foi feito. Isto se não existir nenhuma explicação plausivel para ainda não ter sido feito!


Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.

it

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Sobre mim

Picoult, 25 anos, a espetar com tudo para aqui desde 2009.
Curiosa na multimédia, gosta de fotografia, apaixonada por gatos e já foi viciada em escrita.